Dia dos namorados não é necessariamente uma data para se comemorar um relacionamento, mas uma época para se comemorar o amor. Existem várias histórias sobre o dia de São Valentim, dia no qual se comemora o dia dos namorados (oficialmente, no dia 14 de fevereiro), mas a mais consistente é de que um imperador proibiu a realização de casamentos, na tentativa de atrair mais guerreiros para seu exército. Valentim era um padre e continuou realizando casamentos em segredo, até que o imperador descobriu e mandou torturá-lo e executá-lo. Um mártir e um defensor do amor e suas manifestações, virou santo e hoje seu dia é comemorado por todos os casais do mundo.
O problema, a meu ver, é que as pessoas se concentram em comemorar o relacionamento ao invés de celebrar o amor. Sentir-se feliz ao ouvir uma voz, ao sentir um cheiro peculiar, ao olhar nos olhos de alguém, sentir-se feliz à simples presença de alguém é uma sensação muito diferente de qualquer outra já percebida. Ainda lembro o que eu sentia quando gostava de alguém. Quando o via se aproximando, as mãos começavam a suar, o coração palpitava de nervosismo, parecia que se tornava difícil respirar, as palavras tão ensaiadas ficavam com medo de sair, os pensamentos se tornavam turvos, e um sorriso se formava em meus lábios tão natural e instantaneamente. Tudo impossível de segurar, como é o amor, como é a paixão.
Cientistas querem nos convencer de que a paixão é apenas uma reação química do nosso corpo. Pode até ser, mas ninguém nega que é um misto de sensações, emoções, pensamentos e atitudes tolas. O que não se comenta muito é sobre os outros tipos de paixões. Uma pessoa não se apaixona apenas por outra pessoa, mas pode se apaixonar pela vida, pela profissão, pela escrita, pela leitura, pelas artes... E tem as mesmas sensações. Digo isso por experiência própria.
Eu sou extremamente apaixonada por livros. Fico feliz em pegar um livro em minhas mãos, em abri-lo, poder decifrar aquele conjunto de linhas pretas que formam letras, que formam palavras, que formam frases, que formam capítulos, que formam livros. Uma história diferente a cada livro, uma emoção diferente a cada página, uma lágrima, um sorriso, uma excitação. Com palavras, posso ficar irritada, angustiada, nervosa, excitada, feliz, empolgada, triste, piedosa, indignada... Sou apaixonada, e não é por outra pessoa, é por um livro, ou por livros. Sou promíscua? Agora que eu percebi que até que sou. Não sou apaixonada por um livro, mas por todos eles, pelas diferenças de capas, de texturas, de tamanhos, de letras, fontes, cores, cheiros, idades, personagens e mundos diferentes em que posso mergulhar sem ser atingida pelas facetas do mundo real.
Nesse dia dos namorados, eu vou celebrar o amor. Mas o amor em sua forma mais abrangente. O amor puro, verdadeiro, que pode surgir de qualquer coisa, a qualquer momento, sem qualquer motivo, em qualquer pessoa. Eu nunca celebrei um relacionamento. Os dias dos namorados que passei com alguém foram dias como outros quaisquer, sem presentes ou surpresas. Portanto, aprendi com a vida a celebrar o que é importante, o que nos faz feliz. O amor é honesto, sem preconceitos, puro, inocente, piedoso, confiante, imutável, infinito, prudente... Impossível descrever o amor, ou ditar todas as suas características. O amor é sempre correto, não importa como, quando ou com quem aconteça. O relacionamento pode não acontecer, mas o amor é o sentimento puro que não se pode controlar.
Celebre o amor, o que é puro e verdadeiro, o que é real e sincero. Celebre a vida, a capacidade de sentir, de respirar, de ver, ouvir e exclamar sentimentos, a possibilidade de repensar uma atitude, de pedir perdão e de perdoar. Celebre o brilho no olhar, o tremor nas pernas, o medo de o sentimento acabar, o conforto, a tranquilidade, a companhia, o cheiro, o toque... Celebre o bom da vida. Celebre o que faz viver. Celebre o amor.
Cientistas querem nos convencer de que a paixão é apenas uma reação química do nosso corpo. Pode até ser, mas ninguém nega que é um misto de sensações, emoções, pensamentos e atitudes tolas. O que não se comenta muito é sobre os outros tipos de paixões. Uma pessoa não se apaixona apenas por outra pessoa, mas pode se apaixonar pela vida, pela profissão, pela escrita, pela leitura, pelas artes... E tem as mesmas sensações. Digo isso por experiência própria.
Eu sou extremamente apaixonada por livros. Fico feliz em pegar um livro em minhas mãos, em abri-lo, poder decifrar aquele conjunto de linhas pretas que formam letras, que formam palavras, que formam frases, que formam capítulos, que formam livros. Uma história diferente a cada livro, uma emoção diferente a cada página, uma lágrima, um sorriso, uma excitação. Com palavras, posso ficar irritada, angustiada, nervosa, excitada, feliz, empolgada, triste, piedosa, indignada... Sou apaixonada, e não é por outra pessoa, é por um livro, ou por livros. Sou promíscua? Agora que eu percebi que até que sou. Não sou apaixonada por um livro, mas por todos eles, pelas diferenças de capas, de texturas, de tamanhos, de letras, fontes, cores, cheiros, idades, personagens e mundos diferentes em que posso mergulhar sem ser atingida pelas facetas do mundo real.
Nesse dia dos namorados, eu vou celebrar o amor. Mas o amor em sua forma mais abrangente. O amor puro, verdadeiro, que pode surgir de qualquer coisa, a qualquer momento, sem qualquer motivo, em qualquer pessoa. Eu nunca celebrei um relacionamento. Os dias dos namorados que passei com alguém foram dias como outros quaisquer, sem presentes ou surpresas. Portanto, aprendi com a vida a celebrar o que é importante, o que nos faz feliz. O amor é honesto, sem preconceitos, puro, inocente, piedoso, confiante, imutável, infinito, prudente... Impossível descrever o amor, ou ditar todas as suas características. O amor é sempre correto, não importa como, quando ou com quem aconteça. O relacionamento pode não acontecer, mas o amor é o sentimento puro que não se pode controlar.
Celebre o amor, o que é puro e verdadeiro, o que é real e sincero. Celebre a vida, a capacidade de sentir, de respirar, de ver, ouvir e exclamar sentimentos, a possibilidade de repensar uma atitude, de pedir perdão e de perdoar. Celebre o brilho no olhar, o tremor nas pernas, o medo de o sentimento acabar, o conforto, a tranquilidade, a companhia, o cheiro, o toque... Celebre o bom da vida. Celebre o que faz viver. Celebre o amor.

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