quinta-feira, 19 de julho de 2012

Saia curta. Romance também.


Loura, alta, seios fartos, bumbum arrebitado e coxas bem torneadas. Um corpo de dar inveja a qualquer mulher, rosto bem desenhado e delicado como uma boneca de porcelana. Eu a vi e quase caí duro, mas fiquei em pé. Duro, também. Ela ainda estava usando um vestidinho curtinho e coladinho, digno de ‘paniquete’ em ensaio fotográfico, mas nela fica mais feminino. Ah, ela me olhou.
Meus amigos já estavam babando por ela, mas ela olhou para mim e todos repararam. Demorei apenas alguns minutos para pegar uma bebida para ela (afinal, eu sei abordar uma mulher na balada) e fui falar com aquela loura exuberante. Novinha, ela conta apenas vinte e duas primaveras, mas lábios vermelhos e olhos verdes penetrantes. Meus pensamentos penetram nela de outras maneiras, mas não consigo desviar o olhar de seus olhos.
Conversamos, dançamos, paguei algumas bebidas e consegui levá-la comigo. Os camaradas que viram comemoraram como se fossem eles os felizardos da noite. Não a levei para casa, lógico. Mesmo morando sozinho, não levo menina de balada para a minha casa, sem ter certeza de que gosto da companhia dela o suficiente para não mandá-la embora depois do sexo.
Conheço um motel bom, bonito e barato, e que ainda faz sucesso. Entramos na suíte e aconteceu de tudo um pouco. Meus pensamentos prévios não eram nada comparado àquela performance. Mas era apenas uma performance. Não era natural, não parecia natural. Era como se aquela mulher de corpo maravilhosamente esculpido tivesse aprendido todas as etapas do sexo num filme pornô de fundo de garagem.
Não que fosse algo ruim, era ótimo, fazia tudo certinho, mas era certinho demais. Não era espontâneo, leve, solto, livre, gostoso. Era mecânico. Senti como se ela quisesse me mostrar que era boa de cama para eu me apaixonar por ela. Não me apaixonaria nem que ela realmente fosse boa de todas as maneiras.
Ela me quis pelo meu corpo, afinal, não se interessou por onde eu trabalho ou o que eu estudo na Universidade. Perguntou onde eu malho, que baladas eu freqüento e que tipo de carro me pertence. Desculpa, fofinha, mostrou-se uma perfeita ‘maria-gasolina’, adorou os drinks gratuitos e quer tentar me fisgar. Não, não conseguiu. E não vai conseguir.
Não é uma crítica à roupa ou às adeptas as roupas curtas, mas apenas uma opinião de um homem que se interessa em mulheres de verdade para companheirismo, e em menininhas assim para diversão. Elas sabem que são gostosas e que nós as achamos gostosas e usam isso para chamar nossa atenção. O problema é que, após conseguir a atenção, elas não se interessam de verdade por nós. O real interessa se mostra no começo, na paquera, no flerte, na brincadeira. Nesse primeiro contato deve-se mostrar a quê veio. 
Essa loura linda vai, no máximo, para a geladeira. Mulher que preza mais o corpo à inteligência ou ao caráter é isso. Um lanchinho. Um passatempo. 

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