Muitas vezes me deparo olhando para
minhas mãos, fico pensando na quantidade de coisas que elas já fizeram por mim.
O que já toquei, já peguei, apertei e toquei de novo. Se elas pudessem falar,
seria, no mínimo, constrangedor. Foram peitos, bundas, chopp´s, jägermeister,
sinal de rock´n´roll, toquei em tantas outras mãos, que também já haviam feito
tantas outras coisas antes.
E foram algumas mulheres. Coxas,
bundas, braços, bocas, seios, quadris, bocetas. Não posso chamar as partes por
outros nomes. Essas são as melhores. Foram peles brancas, negras e bronzeadas.
Minhas mãos tiraram vestidos, puxaram calcinhas para o lado, desabotoaram
sutiãs. Acariciei bundas pequenas, daquelas macias prontas para apertar, e
grandes, daquelas em que se pode dar três tapas em lugares diferentes, com
espaço sobrando.
Com elas, já chamei algumas mulheres
na “chincha”, ou dei um mata leão certeiro para um beijo. Segurei seios que mal
cabiam na mão, mas entravam perfeitamente na boca. Puxei cabelos, apertei
barrigas... Explorei com o tato os mais diferentes corpos femininos.
Entre lambidas magníficas e tentativas mal sucedidas de reboladas, eu vi, ouvi
e senti coisas que paro para lembrar. Impossível esquecer a textura de uma coxa
em especial, ou a temperatura de uma língua inquieta. Mas, ao pensar nisso
tudo e mais um pouco, olhos minha mãos e ouço: Queremos mais!

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