quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Instrumentos e exploração.


                Muitas vezes me deparo olhando para minhas mãos, fico pensando na quantidade de coisas que elas já fizeram por mim. O que já toquei, já peguei, apertei e toquei de novo. Se elas pudessem falar, seria, no mínimo, constrangedor. Foram peitos, bundas, chopp´s, jägermeister, sinal de rock´n´roll, toquei em tantas outras mãos, que também já haviam feito tantas outras coisas antes.

            E foram algumas mulheres. Coxas, bundas, braços, bocas, seios, quadris, bocetas. Não posso chamar as partes por outros nomes. Essas são as melhores. Foram peles brancas, negras e bronzeadas. Minhas mãos tiraram vestidos, puxaram calcinhas para o lado, desabotoaram sutiãs. Acariciei bundas pequenas, daquelas macias prontas para apertar, e grandes, daquelas em que se pode dar três tapas em lugares diferentes, com espaço sobrando.


            Com elas, já chamei algumas mulheres na “chincha”, ou dei um mata leão certeiro para um beijo. Segurei seios que mal cabiam na mão, mas entravam perfeitamente na boca. Puxei cabelos, apertei barrigas... Explorei com o tato os mais diferentes corpos femininos.

            Entre lambidas magníficas e tentativas mal sucedidas de reboladas, eu vi, ouvi e senti coisas que paro para lembrar. Impossível esquecer a textura de uma coxa em especial, ou a temperatura de uma língua inquieta. Mas, ao pensar nisso tudo e mais um pouco, olhos minha mãos e ouço: Queremos mais!



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