Quando suas
mãos macias e firmes me tocam, fecho meus olhos. Sinto seu hálito em minha nuca
e seu corpo contra o meu. Estou em pé, apoiada na parede, enquanto ele me
abraça por trás. Fui surpreendida por ele. Sua boca quente beija meu ombro,
enquanto usa sua língua molhada para sentir o gosto da minha pele. Meus pêlos
se arrepiam no mesmo instante. Ele usa as mãos para levantar minha blusa e
acaricia minha pele. O toque é gentil, mas seguro.
Não posso. Não
agora. Solto suas mãos e me distancio. Ele lança aquele belo olhar questionador
e eu não sei o que dizer. Apenas não posso. “Não posso.” Ele não emite um som
sequer. Vejo-o se aproximando, passando a mão em minha cintura, puxando-me para
perto e me beija. Os lábios se encaixam e as línguas se cumprimentam. Salivas
se misturam, olhos se fecham e corpos se arrepiam. As mãos sabem o que querem,
mas não o fazem. Sinto-me paralisada.
Ele tira minha
blusa e a deixa no chão. Não consegui impedir. Estou apoiada na parede e seus
lábios já não estão nos meus. Mas sinto sua boca. Pescoço, ombro, seio,
barriga, mãos. Minha saia já ocupa o lugar de um cinto. A camisa dele está no
chão também. Sinto seu coração bater acelerado junto ao meu, ambos num ritmo
frenético, ofegando nossas respirações e abrindo os poros. O cheiro do desejo é
inconfundível. E ele nos penetra. Incita.
Posso sentir
sua vontade antes mesmo de se despir completamente. Saia no chão. Calcinha
também. O encaixe. Quando ele me invade, todo o ar de meus pulmões deixa meu
corpo e os músculos tremem. Olho em seus olhos. Ele me beija. Um beijo forte e
preciso. Suas mãos nos meus quadris me seguram enquanto sinto-o movimentar-se.
Nada ouço, nada digo. Acho que saem alguns sons de minha boca, mas não os
percebo. Nesse momento, sou involuntária.
Minhas mãos
percorrem seu corpo buscando um apoio, enquanto minhas pernas estão
entrelaçadas em sua cintura. A parede não parece tão gelada quanto antes. Meu
corpo inteiro se arrepia, enquanto os sons ficam mais altos. Sua respiração
está ofegante. Seu corpo, suado e arranhado. Fecho os olhos e me concentro em
seus movimentos, no êxtase dessa junção de vontades. E é nesse êxtase que nos
separamos.
Um último
beijo. Visto minhas roupas, abro a porta e saio. Enquanto caminho, ajeito meu
cabelo e retoco o batom. Juro em pensamento nunca mais vê-lo. Olho para o
espelho do elevador. “Não posso.” Não podia. E se meu namorado descobre?
Não posso. Não
podia.


Ualllllllllllll
ResponderExcluirCurti o post parabens chata :)
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