quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Incontrolavelmente proibido.


Quando suas mãos macias e firmes me tocam, fecho meus olhos. Sinto seu hálito em minha nuca e seu corpo contra o meu. Estou em pé, apoiada na parede, enquanto ele me abraça por trás. Fui surpreendida por ele. Sua boca quente beija meu ombro, enquanto usa sua língua molhada para sentir o gosto da minha pele. Meus pêlos se arrepiam no mesmo instante. Ele usa as mãos para levantar minha blusa e acaricia minha pele. O toque é gentil, mas seguro.
Não posso. Não agora. Solto suas mãos e me distancio. Ele lança aquele belo olhar questionador e eu não sei o que dizer. Apenas não posso. “Não posso.” Ele não emite um som sequer. Vejo-o se aproximando, passando a mão em minha cintura, puxando-me para perto e me beija. Os lábios se encaixam e as línguas se cumprimentam. Salivas se misturam, olhos se fecham e corpos se arrepiam. As mãos sabem o que querem, mas não o fazem. Sinto-me paralisada.


Ele tira minha blusa e a deixa no chão. Não consegui impedir. Estou apoiada na parede e seus lábios já não estão nos meus. Mas sinto sua boca. Pescoço, ombro, seio, barriga, mãos. Minha saia já ocupa o lugar de um cinto. A camisa dele está no chão também. Sinto seu coração bater acelerado junto ao meu, ambos num ritmo frenético, ofegando nossas respirações e abrindo os poros. O cheiro do desejo é inconfundível. E ele nos penetra. Incita.
Posso sentir sua vontade antes mesmo de se despir completamente. Saia no chão. Calcinha também. O encaixe. Quando ele me invade, todo o ar de meus pulmões deixa meu corpo e os músculos tremem. Olho em seus olhos. Ele me beija. Um beijo forte e preciso. Suas mãos nos meus quadris me seguram enquanto sinto-o movimentar-se. Nada ouço, nada digo. Acho que saem alguns sons de minha boca, mas não os percebo. Nesse momento, sou involuntária.

Minhas mãos percorrem seu corpo buscando um apoio, enquanto minhas pernas estão entrelaçadas em sua cintura. A parede não parece tão gelada quanto antes. Meu corpo inteiro se arrepia, enquanto os sons ficam mais altos. Sua respiração está ofegante. Seu corpo, suado e arranhado. Fecho os olhos e me concentro em seus movimentos, no êxtase dessa junção de vontades. E é nesse êxtase que nos separamos.
Um último beijo. Visto minhas roupas, abro a porta e saio. Enquanto caminho, ajeito meu cabelo e retoco o batom. Juro em pensamento nunca mais vê-lo. Olho para o espelho do elevador. “Não posso.” Não podia. E se meu namorado descobre?
Não posso. Não podia. 

2 comentários: